PROJETO SOCIOAMBIENTAL · PARCERIAS EMPARN E PETROBRAS · MACAU E GALINHOS / RN
O Projeto Algimare cultiva macroalgas da espécie Gracilaria com marisqueiras e pescadores de Macau e Galinhos, no Rio Grande do Norte: gerando renda, reduzindo o extrativismo e preservando o ecossistema costeiro.
Iniciativa do Centro Ama-goa de Cultura e Meio Ambiente, em parceria com a EMPARN e o Programa Petrobras Socioambiental. Instituição beneficiária: Colônia de Pescadores Z-30.
O Projeto
No litoral do Rio Grande do Norte, o mar representa muito mais do que uma paisagem. É fonte de vida, conhecimento, cultura e sustento para inúmeras comunidades. É nesse território, onde natureza e vida comunitária se encontram, que nasce uma experiência voltada para o cultivo sustentável de algas, o Projeto Algimare.
Através do cultivo de macroalgas em balsas flutuantes, o projeto insere marisqueiras e pescadores em uma atividade produtiva sustentável, e diversas formas de comercialização: alga in natura, alga desidratada e beneficiamento, podendo produzir alimentos, extrato líquido de biofertilizante e cosméticos.
O projeto é executado pelo Centro Ama-goa de Cultura e Meio Ambiente, com apoio técnico-científico da EMPARN (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte) e parceria da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Atuamos nas comunidades de Barreiras, Diogo Lopes e Sertãozinho, em Macau, e no Distrito de Galos, em Galinhos.
Como Funciona
Mais do que um recurso marinho, elas podem representar matéria-prima para novos produtos e novas possibilidades de geração de renda.
Nas costeiras abrigadas de ondas e correntes fortes, como braços de mar com boa circulação de correntes, luminosidade adequada e água livre de contaminação: características naturais das costas de Macau e Galinhos/RN.
Estruturas de canos de PVC, cordas de nylon, boias sinalizadoras e estruturas para fixação no leito marinho. Simples de montar, duráveis e seguras para operar em áreas costeiras.
Tufos de alga de aproximadamente 15g retirados dos bancos naturais são utilizados para iniciar os cultivos. Os ciclos seguintes são replantados com algas dos cultivos anteriores.
A equipe acompanha o crescimento através de biometrias, observa os aspectos gerais das algas, remove organismos incrustantes e protege as balsas de predadores naturais como tartarugas marinhas e peixe-boi, espécies presentes nas águas locais.
As algas são retiradas à mão das cordas e levadas à área de processamento. Uma fração de cada balsa é reservada como muda para o próximo plantio.
No galpão, as algas são lavadas, pesadas e, após secagem, embaladas. Sai como alga in natura, alga desidratada ou extrato líquido biofertilizante: três produtos com mercados distintos.
Cada ciclo de dois meses é acompanhado com biometria e análise da água pela equipe técnica da EMPARN.
A Gracilaria e seus Produtos
A Gracilaria é uma macroalga de coloração vermelha encontrada principalmente no litoral nordestino. Ela sempre esteve nessas águas e, por décadas, foi extraída diretamente dos bancos naturais para comercialização. O Algimare transformou essa relação: em vez de extrair, cultiva. E, ao cultivar, descobriu que essa alga tem um mercado muito maior do que as comunidades costeiras imaginavam.
Matéria-prima do ágar, presente em géis, espessantes e meios de cultura para as indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética. Insumo de biofertilizante para a agricultura familiar. Um produto com três saídas comerciais distintas, cultivado a dois meses de ciclo, em balsas operadas pelas próprias mãos que sempre conheceram o mar.
Gracilaria fresca, colhida e comercializada diretamente após a lavagem. Destinada a mercados locais, restaurantes e intermediários da indústria de processamento. Produto de saída mais rápida e menor custo de processamento.
Seca e embalada no galpão das comunidades. A desidratação aumenta a vida útil e amplia o raio de distribuição para mercados mais distantes e para a indústria de ficocoloides: ágar e alginatos.
Obtido pela trituração das ramas. O extrato 100% concentrado funciona como fertilizante foliar para horticultura familiar e agricultura convencional, conectando o litoral ao campo e abrindo uma segunda cadeia produtiva a partir do mesmo cultivo.
Impacto
Marisqueiras, pescadores e jovens que conduzem o cultivo e o beneficiamento das algas. É essa participação direta que garante a continuidade do projeto e mantém o conhecimento e a renda no território.
Além da área produtiva, o Algimare promove ações socioambientais, como palestras, minicursos, concursos de redação e de fotografia e workshops, nas comunidades da Ponta do Tubarão e de Galinhos, fortalecendo o projeto e a relação com quem vive no território.
Linhas de comercialização distintas a partir do mesmo cultivo: alga in natura, alga desidratada e extrato líquido biofertilizante.
Barreiras, Diogo Lopes e Sertãozinho, em Macau, e o Distrito de Galos, em Galinhos, no Rio Grande do Norte.
Cada família inserida no cultivo de Gracilaria reduz na mesma proporção sua dependência do extrativismo de organismos nos bancos naturais. O Algimare não é apenas um projeto de geração de renda: é um projeto de alívio de pressão sobre um ecossistema que abriga espécies ameaçadas como o peixe-boi e a tartaruga marinha.
Pessoas
As marisqueiras de Galinhos conhecem o mar antes de conhecer qualquer manual técnico. São elas que percebem quando a maré está propícia, quando as balsas precisam de atenção, quando é hora de colher. O Algimare não trouxe conhecimento de fora para dentro das comunidades. Trouxe uma tecnologia para dentro de quem já sabia, há gerações, como cuidar do que o mar oferece.
Acho que é uma iniciativa de grande relevância para nossa comunidade por proporcionar aos participantes geração de renda. Eu estou muito feliz e entusiasmado com o projeto e a minha expectativa é de crescimento a cada dia.
Adailton José · Auxiliar de campo do projeto, Diogo Lopes (Macau/RN)
É importante lembrar que as algas, juntamente com os plânctons dos oceanos, são responsáveis por mais de 50% do oxigênio puro que respiramos. Desta forma, o Projeto Algimare está alinhado com a preservação da nossa vida.
Luiza Oliveira · Professora, Diogo Lopes (Macau/RN)
O Território · Onde Atuamos
As águas em que o Algimare atua não são apenas cenários. São o sujeito da equação ambiental que o projeto resolve. Bancos de algas nativas, manguezais e a presença confirmada de peixe-boi e tartarugas marinhas nas mesmas áreas onde as balsas são cultivadas.
O projeto abrange cinco comunidades com vocação histórica para a pesca e a mariscagem, que encontraram no cultivo de Gracilaria uma forma de seguir vivendo do mar sem esgotá-lo.
GALERIA
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Parceiros
O Algimare é resultado de uma articulação que combina capacidade técnico-científica, financiamento de qualidade e enraizamento comunitário real. Cada parceiro cumpre uma função insubstituível.
Parceria
Parceria via edital do Programa Petrobras Socioambiental, que apoia em todo o país iniciativas com impacto socioambiental comprovado.
Responsável pelo desenvolvimento e acompanhamento do protocolo técnico-científico de cultivo das algas. A EMPARN garante que cada etapa do processo tem respaldo de pesquisa aplicada: algicultura comunitária com ciência em campo.
COLÔNIA DE PESCADORES
Parceira comunitária e beneficiária direta do projeto. A Colônia representa os pescadores e marisqueiras que cultivam, manejam e colhem as algas: as pessoas para quem o Algimare foi construído e que fazem ele funcionar.
Executor do projeto. Responsável pela gestão, pela articulação entre os parceiros, pela capacitação das comunidades e pela comunicação do projeto.
Notícias
Confira as últimas atividades, coberturas e registros do projeto.
Contato
Se você quer conhecer melhor o projeto, cobrir o Algimare como pauta jornalística, explorar uma parceria institucional ou simplesmente saber mais sobre o cultivo de macroalgas no litoral do RN, fale com a gente. Estamos nas comunidades de Macau e Galinhos e respondemos pelo Centro Ama-goa de Cultura e Meio Ambiente.
Algicultura como geração de renda e preservação ambiental. Uma iniciativa do Centro Ama-goa de Cultura e Meio Ambiente em parceria com a EMPARN e a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
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